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No Dia Mundial do Diabetes, Dr. Marcelo Valença alerta para a prevenção de doenças oculares decorrentes da doença
14/11/2017 10:33
 

O diabetes atualmente atinge cerca de 364 milhões de pessoas, no mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, estima-se que há entre 7 e 14 milhões de diabéticos, sendo que a maior parte deles não sabe que padece da enfermidade. “Esses pacientes são mais propensos a desenvolver patologias que podem causar grave perda de visão e mesmo cegueira”, alerta o doutor Marcelo Valença, retinólogo do Instituto de Olhos do Recife e Presidente da Sociedade de Oftalmologia de Pernambuco (SOPE).

São as chamadas Doenças Oculares Diabéticas, que podem afetar diversas partes do olho, incluindo a retina, a mácula, o cristalino e o nervo óptico. Dentre elas, estão a Retinopatia Diabética, o Edema Macular Diabético, o Glaucoma e mesmo a Catarata. “Pessoas com diabetes devem fazer check ups regulares, porque a doença é uma das principais causas de perda visual irreversível e evitável em pacientes com idade produtiva”, destaca Valença.

Segundo o oftalmologista, sintomas como a diminuição súbita da visão, vista embaçada e qualquer mudança repentina, mesmo em quem usa óculos de grau, não devem ser negligenciados. “É importante que a população esteja alerta a qualquer alteração nos olhos, não se deve aguardar ou esperar passar. Deve-se procurar um hospital oftalmológico para fazer um mapeamento da retina, para que o especialista possa detectar qual é o problema e iniciar o tratamento adequado imediatamente”, orienta.

RETINOPATIA - A retinopatia diabética é uma doença dos vasos sanguíneos da retina, que se desenvolve em praticamente todos os pacientes com um longo histórico de diabetes. Trata-se de uma patologia grave, que deve ser diagnosticada e tratada a tempo. Seus primeiros sintomas são micro-aneurismas e hemorragias intra-retinianas. “Com o avanço da doença, pode surgir edema na retina, neovasos e até descolamento da retina, que provocam uma perda acentuada da visão e mesmo cegueira”, diz Valença.

As lesões decorrentes da retinopatia diabética podem ser tratadas através da fotocoagulação com laser e com uso de medicamentos intravítreos, que são drogas antiangiogênicas capazes de inibir a formação de vasos anormais. “Essas injeções intraoculares cuidam, principalmente, do edema macular diabético usando um procedimento relativamente simples”, explica o médico.

Algumas precauções podem ser tomadas para prevenir o aparecimento da retinopatia diabética. Realizar exame oftalmológico anual é a primeira delas, principalmente se for feito o mapeamento da retina ou fundoscopia (análise do fundo de olho). É importante também fazer o controle da glicemia, da pressão arterial, dos níveis de colesterol e da anemia. A prática de hábitos de vida saudável também favorece. “Controle de peso, dieta balanceada e atividade física colaboram na prevenção da enfermidade”, diz Valença.

CIRURGIAS - Quanto aos procedimentos cirúrgicos, o Laser de Argônio é usado para tratar o edema de retina e áreas de isquerias, prevenindo a progressão da doença. Outra intervenção é a cirurgia de vitrectomia, realizada em casos mais avançados, como hemorragias no vítreo (cavidade do olho) e descolamentos de retina.

A história da perda visual causada por edema macular em pacientes diabéticos também tem sido consideravelmente modificada pelo uso do laser focal. Apesar das tecnologias para cirurgias terem se aprimorado, o avanço mais significativo vem acontecendo na indústria farmacológica.


Serviço:

Dr. Marcelo Valença
Instituto de Olhos do Recife
(81) 2122.5000



Fonte: IOR
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